Formulação Nº 171LDN – Low Dose Naltrexone / VLDN – Very Low Dose Naltrexone / ULDN – Ultra Low Dose Naltrexone

LDN – Low Dose Naltrexone

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Posologia Recomendada

Ingerir uma cápsula sempre à noite, entre 21 a 24 horas. O ajuste da dose deve respeitar o seguinte esquema: 1ª semana - 1,5 mg (uma cápsula); 2ª semana - 3,0 mg (duas cápsulas); 3ª semana em diante - 4,5 mg (3 cápsulas). Se houver concomitantemente hipotireoidismo a dose inicial de naltrexona deve ser de 1,5 mg e deve ser controlada pela temperatura basal, que, permanecendo normal após 15 dias, permitirá a elevação da dose para 3 mg e futuramente para 4,5 mg. Se necessário, a dose de tiroxina (T4) deve ser reduzida.

Forma: cápsulas (160 cápsulas)

Composição

Naltrexona
Concentração1.5 mg
NotasNenhuma

Indicações

Síndrome do intestino irritável, lúpus, síndrome de fibromialgia, tratamento complementar na oncologia, distúrbios alimentares, controle da Borrelia (doença de Lyme), doença de Hashimoto, hepatite C, tratamento complementar no bruxismo cêntrico e excêntrico, disfunção temporomandibular (DTM), HIV/AIDS, doenças neurodegenerativas (Alzheimer, Parkinson, taupatias, esclerose múltipla e outros distúrbios desmielinizantes), autismos, doença de Crohn, vitiligo, esquizofrenia, estresse pós-traumático, leaky gut. Baixas doses de cloridrato de naltrexona tem um efeito pequeno e transitório no receptor opioide que estimula o corpo a compensar esse bloqueio com sobrerregulação, ou seja, regulação para cima, dos opioides endógenos assim como de seus receptores. Essa ação transitória no receptor opioide desencadeia pelo menos três consequências em função da queda no efeito do opioide sobre seu receptor: (a) eleva a síntese do receptor; (b) eleva a sensibilidade do receptor; (c) eleva a síntese do opioide bloqueado. Essa resposta rebote vai ampliar a ação do opioide sobre seu receptor, amplificando seu efeito fisiológico. Baixas doses de naltrexona levam a expressão dos receptores "um", "delta" e "kappa" e, também, eleva a síntese dos opioides metecenfalina e betaendorfina, o que pode elevar a sensação de bem-estar. A met-encefalina (OGF, fator de crescimento opioide) é uma endorfina com propriedades antivirais e antitumorais através do aumento da IL-2, CD4, CD8 e NK. A LDN atua contra a célula tumoral pelo menos por três vias: (1) eleva a síntese de OGF, um bloqueador do crescimento do tumor; (2) reduz o processo inflamatório, um efeito benéfico desde que "quanto mais inflamação, mais cresce o tumor" e (3) eleva a ação do linfócito natural killer (NK). A associação de LDN com ácido lipoico é benéfica principalmente no tumor de pâncreas. LDN: doses entre 1 a 5 mg, reduz a resposta inflamatória glial ao modular a sinalização do receptor Toll-like 4, além de regular positivamente a sinalização endógena de opioides por bloqueio transitório do receptor opioide. A naltrexona em dose muito baixa (VLDN) é administrada com uma dose diária inferior a 1 mg até 1 mcg de naltrexona. A naltrexona em dose ultrabaixa (ULDN) usa dosagem de microgramas – administrada duas vezes ao dia. Novas aplicações clínicas são possíveis, uma vez que o LDN pode ser considerado para as formas farmacêuticas sublingual ou transdérmico.

Contraindicações

USUÁRIOS DE OPIÓIDES (MORFINA, CODEÍNA, TRAMADOL, OXICODONA, ETC). FAZER O USO SOMENTE APÓS DUAS SEMANAS DE SUSPENSÃO. NUNCA USAR EM INDIVÍDUOS TRANSPLANTADOS FAZENDO USO DE IMUNOSSUPRESSORES. Indivíduos oncológicos ou em uso contínuo de morfina ou derivados não devem usar Naltrexona.

Notas Clínicas

Portaria 344/Receita de controle especial em duas vias, válida em todo o território nacional. Necessária apresentação da receita original na Singularis ou a receita eletrônica (receita digital). A Singularis está habilitada para receber a prescrição médica com assinatura digital utilizando a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil). Tal sistema garante autenticidade, integridade e validade jurídica aos documentos emitidos em formato originalmente eletrônico. Sempre é necessário a apresentação de nova receita original para repetir a manipulação. Efeitos colaterais mais relatados: ansiedade, tontura, dor de cabeça, insônia, mialgia, sonhos vívidos, alterações de humor, dificuldade de concentração, náusea, dor abdominal, diarreia, anorexia, ondas de calor. Ajustes na dose parecem reduzir os efeitos. Sugere-se pesquisar o fator antinuclear, também conhecido como anticorpo antinuclear (FAN) como biomarcador preditivo, já que pode estar reagente muito antes da manifestação clínica de uma condição dentro do espectro da autoimunidade.

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