Formulação Nº 254SÍNDROME PLURIMETABÓLICA - OVÁRIO POLICÍSTICO, ANTIANDROGÊNICO (DHEA, ANDROSTENEDIONA, TESTOSTERONA, DHT), GEROPROTETOR

Metformina Cloridrato 500 mg

Favoritar

Posologia Recomendada

Ingerir uma cápsula duas vezes ao dia. Pela manhã no desjejum matinal e à tarde com alimentos. A dose diária pode ser acrescida de 500 mg em intervalos semanais se necessário. Manutenção: 500 ou 850 mg 2 ou 3 vezes/dia, ingeridas com alimento. Posologia no câncer: dose única ao deitar: 1,5 g. Para prevenção do envelhecimento: 250 mg, duas vezes ao dia.

Forma: Cápsulas (90 doses (cápsulas))

Composição

Metformina cloridrato
Concentração500 mg
NotasNenhuma

Indicações

Síndrome plurimetabólica, ovário policístico, antiandrogênico, geroprotetor. Tratamento complementar na oncologia. A metformina tem uma ação direta e indireta no câncer. a) Ação indireta: inibe a quebra do glicogênio. Diminuição de glicose no sangue. Diminuição de insulina no sangue. Inibe a proliferação celular. b) Ação direta: inibe a síntese de ATP pela mitocôndria. Diminuição de ATP e aumento de AMP na célula. AMP ativa a proteína AMPK, que inibe a atividade de proteína mTOR. Inibe a proliferação celular. A metformina promove consequências celulares positivas nas mitocôndrias. É sabido que as mitocôndrias diminuem a atividade de forma intencional pela célula cancerosa. A metformina contribui para a reprogramação do funcionamento da mitocôndria. Ela atua também mimetizando a restrição calórica. A metformina entra na célula via OCT1 (organic cátion transporter 1). Inibe o complexo I. Inibe mGDP (glicerol fosfatodesidrogenase), reduzindo a oxidação do NADH. Reduz o ciclo de Krebs e síntese de ATP. Eleva AMPK. Reduz a gliconeogênese e eleva a glicólise. Tem efeitos positivos na prevenção das diferentes rotas do envelhecimento. Um estudo demonstrou o uso da Metformina na redução do ganho de peso em indivíduos (crianças e adolescentes) no Espectro do Autismo em terapia antipsicótica. Outros estudos suportam a hipótese de que a metformina muda a composição da microbiota intestinal através do enriquecimento de Akkermansia muciniphila (AKK). A A. muciniphila estimula a produção endógena de lipídeos bioativos específicos com propriedades anti-inflamatórias, bem como regulam a produção endógena de peptídeos envolvidos com o metabolismo da glicose e permeabilidade intestinal, GLP1 e GLP2. Existe uma relação simbiótica entre A. muciniphila e Faecalibacterium prausnitzii.

Notas Clínicas

Recomenda-se suplementar com Metilfolato, Coenzima Q10 e Vitamina B12, pois o uso contínuo de metformina pode depletar estes nutrientes e provocar neuropatia vagal (gastroparesia). Sugere-se avaliar variantes nos genes IGF2BP2, KCNJ11, SLC3OA8, TCF7L2 todas relacionadas a predisposição genética para resistência periférica à insulina e diabetes tipo II. Atualmente temos disponível a forma paraprobiótica da A. muciniphila (Bio-mamps AKK), veja o item 706 e o micro-organismo vivo AKK11, um probiótico da nova geração.

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