Silimarina 200 mg
Posologia Recomendada
Uma cápsula duas vezes ao dia, com ou sem alimentos. GALACTAGOGO: 200 mg, duas vezes ao dia. Caso necessário, aumentar para até 4 vezes ao dia. Silibin Phytosome: 240 mg a 360 mg por dia. Silimarina tradicional: 200 a 500 mg até três vezes ao dia.
Forma: cápsulas (60 cápsulas)
Composição
| Ativo | Concentração | Nota |
|---|---|---|
| Silimarina | 200 mg | - |
Indicações
Mistura de flavonoides extraído do fruto sem papilho da Silybum marianum ou Cardus marianus, utilizada em distúrbios hepáticos, antídoto quelante e antioxidante e eliminadora de radicais livres. Usado na intoxicação pelo cogumelo Amanita phalloides. Aumenta a síntese de RNA ribossômico e impede a peroxidação dos lipídeos da membrana celular e das organelas dos hepatócitos. Regula o conteúdo de glutationa nas células. Inibidora de NF-kB. GALACTAGOGO: a administração oral de silimarina demonstrou elevar, ao final de 14 dias e de maneira dose-dependente os níveis de prolactina. O mecanismo de ação implica, em parte, os receptores dopaminérgicos D2. A fase I de Detoxificação Hepática, envolvendo as enzimas do Citocromo P450 e outras, consiste na transformação de toxinas em metabólitos intermediários. As reações envolvidas são: oxidação, redução, hidrólise e hidratação. Esta mobilização enzimática gera radicais superóxidos que podem ser minimizados pela ação da Silimarina, como nutriente protetor contra esses radicais livres formados.
Notas Clínicas
A maioria dos fitoquímicos são flavonóides, porém muitos possuem baixa solubilidade em lipídeos e biodisponibilidade limitada. A baixa disponibilidade pode estar relacionada a dois fatores. Primeiro, são constituídos de moléculas de anel múltiplo muito grande para serem absorvidas pela simples difusão, enquanto não são absorvidas ativamente, como ocorre com algumas vitaminas e minerais. Em segundo lugar, porque as moléculas de flavonóides tipicamente têm baixa miscibilidade em óleos e outros lipídios, sendo severamente limitados em sua capacidade de passar através das membranas externas ricas em lipídeos como as dos enterócitos do intestino delgado. As moléculas de flavonóides solúveis em água podem ser convertidas em complexos moleculares compatíveis com lipídios, adequadamente chamados de Phytosome®. Phytosome® é uma tecnologia patenteada e desenvolvida para incorporar, em fosfolipídeos (como a fosfatidilcolina), os extratos vegetais enriquecidos com fitoativos polares, de baixa solubilidade em lipídeos. No Brasil, existe o Silibin Phytosome®. O fabricante declara uma biodisponibilidade superior ao extrato convencional, sendo detectado no plasma em poucos minutos após a administração oral e, por uma hora seus níveis atingiram o pico, permanecendo elevados após a marca de seis horas.