Creatina monoidratada purificada / Creatina malato
Posologia Recomendada
A creatina tem sabor neutro, podendo ser usada pura, diluída em água ou suco de frutas. Pode ser manipulada na forma de envelopes sem sabor e sem adoçante, envelopes efervescentes flavorizados, cápsulas ou na forma líquida. Pode ser associada a outros nutracêuticos. Dose de ataque: 15 g por 7 a 15 dias, seguida por dose de manutenção de 3 g a 5 g ao dia. As doses recomendadas da creatina malato são as mesmas da creatina monoidratada.
Forma: Envelopes sem flavorizante e sem edulcorante (60 envelopes (cada apresentação))
Composição
| Ativo | Concentração | Nota |
|---|---|---|
| Creatina monoidratada purificada | 3 g | - |
| Creatina malato | 3 g | - |
Indicações
Nutracêutico usado no aumento da performance atlética e no aumento da produção energética e a síntese proteica para o aumento da massa muscular. A creatina é uma molécula composta pelos aminoácidos glicina e arginina, presente nas fibras musculares e no cérebro. É usada por esportistas como auxiliar nutritivo para aumentar a massa muscular, mas é referido que aumenta a hidratação e o aumento de massa pode não corresponder a um aumento de força. A creatina é quebrada em creatinina, que é eliminada pelos rins. A creatina é uma substância natural que pode ser encontrada na carne e no peixe, mas que pode também ser produzida pelo fígado, pâncreas e rins a partir dos aminoácidos arginina, glicina e metionina. Cerca de 98% da quantidade total de creatina que temos no nosso corpo está contida nos músculos com fibras do tipo II (fibras que geram grandes quantidades de força), possuindo grandes níveis de creatina e de utilização da mesma. Seu mecanismo é o de servir como fonte de energia rápida durante a contração muscular. Uma vez dentro das células, a creatina é convertida em fosfocreatina pela enzima creatina quinase. Dessa forma, uma grande reserva de fosfocreatina fica disponível para a regeneração imediata de ATP hidrolisado durante curtos períodos de atividade intensa. A maior síntese de ATP também evita a via da glicólise como obtenção de energia, via que tem o ácido lático como subproduto. Embora 90% da creatina seja estocada no músculo esquelético, a creatina exerce função em outros tecidos, como por exemplo, o intestino. Ela promove uma maior expressão do CrT1 na membrana apical, aumento da atividade de uma isoenzima chamada CKMT que está associada a melhora das tight junctions e restituição da barreira (melhora da permeabilidade intestinal). Além da creatina monoidratada existe também a creatina malato ou dicreatina malato. Outra fonte de creatina é na forma de Creatina malato ou Dicreatina malato. É uma molécula composta que apresenta duplo benefício atribuído à combinação de ácido málico e creatina, que otimiza a produção de ATP, gerando moléculas de fosfato de alta energia. O ácido málico é essencial no ciclo de Krebs, convertido em oxaloacetato, sendo o único metabólito cuja concentração diminui durante a atividade física intensa. Sua presença intracelular promove a remoção de compostos que se acumulam sob condições de hipóxia e inibem a produção de ATP.